sábado, 14 de maio de 2011

Os passeios aqui e no Primeiro Mundo


Não tenho, nem de longe, vontade de abandonar minha terra para viver num país desenvolvido, é bom logo deixar claro. O que pretendo é ver o meu País igual ou melhor que o mundo desenvolvido. Só isso.
Por isso, luto por um Brasil melhor. Uma Bahia e uma Salvador melhores. E falando na terrinha, eu me pergunto: o que pretende Salvador com a perseguição que ora se faz aos piquetes nas calçadas, com o órgão encarregado de discipliná-los arrancando-os aos montes?
Não é para nos tornar uma cidade civilizada para a Copa de 2014. Com certeza não é. Se não, vejamos: em todas as cidades europeias, as mais civilizadas do mundo, os passeios são guarnecidos por piquetes. Em Londres, Paris, Bruxelas e Berlim, eles têm, inclusive, a característica de serem verdadeiras obras de arte em ferro ou bronze. E por que os europeus colocam piquetes e correntes separando os passeios das ruas? Porque a Europa é a terra de nascimento de Descartes e usando a lógica cartesiana, as autoridades europeias entenderam que jamais conseguiriam convencer os proprietários de automóveis que a rua é para os carros e os passeios são para os pedestres. Tentaram, não conseguiram, passaram à ação: todas as cidades civilizadas europeias têm defensas em forma de piquetes para resguardar os pedestres da sanha dos motoristas.
Salvador, ao que parece, acredita que os motoristas locais não estacionarão nos passeios. Salvador vem tirando alguns piquetes em várias ruas. Um atentado à cidadania por parte da autoridade pública, pois idosos, crianças, deficientes e outros com dificuldades de locomoção serão atropelados aos montes, pois não têm a agilidade dos jovens para se esgueirar entre os carros quando os passeios estão ocupados pelos automóveis.
Alex Ferraz

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